Queria ter uma varinha de condão pra poder mudar tudo que eu não gosto. Iria só no pirilim-pim-pim kabum e pronto! As coisas estavam exatamente do jeito que eu sempre quis.
O que ia ser mudado primeiro era meu quarto. Puta merda, não adianta arrumar nada, meu guarda-roupa tá sempre uma zona federal. As gavetas do meu criado mudo não param arrumadas nunca. Tem sempre um papel inútil pra ser colocado ali dentro, uma revista que ninguém mais vai ler ou até mesmo uma agenda de 2004. Tá vendo? Isso seria mudado imediatamente.
Gostaria também que fosse mudado o preços das coisas que eu gosto, que são sempre as mais caras, incrível. Eu como uma boa consumista sei as coisas que são realmente boas e que ficariam ótimas em mim. Não é pra rir não. Nasci nessa mundo dominado pelo capitalismo e agora meu bem, só mesmo uma varinha mágica pra pelo menos abaixar os preços das novas coleções.
Ah! Já estava me esquecendo de uma coisa muito importante: transformaria o transito daqui. Porque sinceramente está impossível de se andar, trafegar, nadar, correr, voar pela cidade. Imagina você sair de casa faltando vinte minutos pras nove da manhã, seu horário de entrada no trabalho, e você conseguir chegar faltando três minutos? Maravilha! Ótimo!
Entre tantas outras coisas mudaria o final de semana, ao invés de sábado e domingo, seria sexta, sábado e domingo. Aderia a algum movimento onde não é permito o trabalho nesses dias. E nos feriados também. Assim poderia colocar todo o meu sono atrasado em dia, que acho que se eu for dormir sem parar, terei que me juntar com os ursos.
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
quinta-feira, 26 de julho de 2007
desprenda-se

Fazendo uma análise da minha vida vejo como é divertida ela. Consigo rir das piores tragédias da minha vida. Tudo bem, sou exagerada, não é nada tão assim. Ou é, depende do ponto de vista. Mas pense numa pessoa que tá na merda e ainda dá tchauzinho pra quem passa e ri. Ou então aquela que tá dentro de um ônibus lotado (coisa difícil né?) e conversa com o trocador. Engraçado né? Porque a vida não é sua.
Mas tem que rir mesmo, tenho que dar boas gargalhadas de todos os acontecimentos idiotas, tristes e desastrosos da minha vida. Não há tempo pra lamúrias. A vida passa muito depressa e a gente nem percebe. Tá, eu sei que muitas pessoas já te disseram isso, mas isso é super sério. A maioria das nossas atitudes são contrárias aos conselhos que recebemos. Reflita: quantas vezes te falaram que aquele garoto não servia pra você? Que fumar fazia mal pra saúde? Que pra ser alguem era preciso se dedicar nos estudos? Hein? Hã? Pois é, tudo foi feito exatamente diferente. Por mais que não seja tudo, mas sei que 65% foi. Eu também fiz isso. Todos fazem.
Portanto grite no corredor do seu prédio. Cante no chuveiro. Pule no pula-pula do parque. Aprecie o mar. Coma pão francês com manteiga. Jogue War. Aprenda alemão. Faça compras. Fume, nem que seja de sacanagem. Pinte seu cabelo de vermelho ou de loiro. Dance valsa e funk. Durma na praia. Beba com seus amigos num postinho uma vez por semana. Levante cedo aos sábados para tomar sol. Vá ao salão fazer a unha. Tire muitas fotos. Chore, nem que seja da desgraça dos outros. Coma açaí, dizem que faz bem pra alguma coisa que eu não lembro o que. Preocupa-se com o que realmente te importa, e o que não importa, ligue o foda-se.
Mas como nada nunca é perfeito, penso que a única saída é aproveitar cada momento (independente do estado civil que você se encontre) e aceitar a realidade como um presente. Porque perfeito mesmo só aimperfeição. Que faz ter sentido até o que não se explica.
quarta-feira, 25 de julho de 2007
o início
Sei de toda realidade fútil.
Sei que tudo no início são flores.
Sei que nada é para sempre.
Aquele era o momento de te conhecer. Minha vida estava tumultuada e minhas idéias não me ajudavam em nada. Precisava mesmo que você me fizesse companhia nos domingos de chuva e nos sábados de sol. Era a hora das coisas acalmarem e eu começar a pensar no meu futuro.
Você me fazia muito bem. A minha vontade era de não desgrudar nunca do seu pescoço. Por mim virava a noite fazendo cafuné no seu cabelo. A cada hora que ouvia sua voz, lembrava do seu lindo sorriso me fazendo graça. Era você todas as noites a me ligar só pra dizer que estava com saudade. Por sua causa eu achava que tinha achado a minha felicidade.
Aos poucos tudo isso foi se ajeitando e as coisas foram virando rotina. Como muitos, tentamos mudar. Dizíamos sempre que tudo ia mudar, a gente não ia deixar nada atrapalhar. O engraçado é que sabíamos que nada era para sempre, mas mesmo assim, lutamos contra, um bom tempo.
Até que a realidade veio. Essa que a gente sabe mas insiste em dizer que não vamos fazer?!. A gente sempre diz que tudo vai ser diferente, mas agimos da mesma forma que antes. Ridículo isso, mas é a tal realidade. Aquilo que tudo era lindo, virou chato, cansativo, estressante, irritante, enfim uma merda mesmo.
Não conseguia rir de nada mais, seu sorriso? Ah! Esse eu já não via mais graça. E as ligações? Essas não duravam nem 5 minutos. Os longos momentos juntos passaram a ser de sono, apenas boas horas dormidas. Por muito tempo achei que isso fosse uma fase, uma hora ia passar e tudo ia florir novamente. Ficava pensando se o erro não seria meu ou seu. Procurava uma solução, porque isso estava me cansando.
Até que definitivamente descobri: acabou. Não dá mais pra me enganar ou te enganar. Não aguento mais ficar iludindo uma situação que me sufoca. Não adianta mais chorar pelo leite derramado, como dizia minha mãe. Não quero mais ficar amargurada, procurando a solução de algo que já está solucionado há tempos. Quero mais que o mundo se exploda e se você quiser ir junto que vá. Não sei nem se precisamos mais ser amigos, talvez nem isso. Cansei. Cansamos. Quero acabar com essa babaquice e viver o início de novo.
Sei que posso me arrepender.
Sei que isso tudo pode ser idiota.
Mas sei que não quero mais.
Sei que tudo no início são flores.
Sei que nada é para sempre.
Aquele era o momento de te conhecer. Minha vida estava tumultuada e minhas idéias não me ajudavam em nada. Precisava mesmo que você me fizesse companhia nos domingos de chuva e nos sábados de sol. Era a hora das coisas acalmarem e eu começar a pensar no meu futuro.
Você me fazia muito bem. A minha vontade era de não desgrudar nunca do seu pescoço. Por mim virava a noite fazendo cafuné no seu cabelo. A cada hora que ouvia sua voz, lembrava do seu lindo sorriso me fazendo graça. Era você todas as noites a me ligar só pra dizer que estava com saudade. Por sua causa eu achava que tinha achado a minha felicidade.
Aos poucos tudo isso foi se ajeitando e as coisas foram virando rotina. Como muitos, tentamos mudar. Dizíamos sempre que tudo ia mudar, a gente não ia deixar nada atrapalhar. O engraçado é que sabíamos que nada era para sempre, mas mesmo assim, lutamos contra, um bom tempo.
Até que a realidade veio. Essa que a gente sabe mas insiste em dizer que não vamos fazer?!. A gente sempre diz que tudo vai ser diferente, mas agimos da mesma forma que antes. Ridículo isso, mas é a tal realidade. Aquilo que tudo era lindo, virou chato, cansativo, estressante, irritante, enfim uma merda mesmo.
Não conseguia rir de nada mais, seu sorriso? Ah! Esse eu já não via mais graça. E as ligações? Essas não duravam nem 5 minutos. Os longos momentos juntos passaram a ser de sono, apenas boas horas dormidas. Por muito tempo achei que isso fosse uma fase, uma hora ia passar e tudo ia florir novamente. Ficava pensando se o erro não seria meu ou seu. Procurava uma solução, porque isso estava me cansando.
Até que definitivamente descobri: acabou. Não dá mais pra me enganar ou te enganar. Não aguento mais ficar iludindo uma situação que me sufoca. Não adianta mais chorar pelo leite derramado, como dizia minha mãe. Não quero mais ficar amargurada, procurando a solução de algo que já está solucionado há tempos. Quero mais que o mundo se exploda e se você quiser ir junto que vá. Não sei nem se precisamos mais ser amigos, talvez nem isso. Cansei. Cansamos. Quero acabar com essa babaquice e viver o início de novo.
Sei que posso me arrepender.
Sei que isso tudo pode ser idiota.
Mas sei que não quero mais.
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